A escola no centro da conversa
Na participação de Willian e Sarah no congresso, os debates sobre escola reforçaram uma prioridade para a Atos: aproximar a conversa entre professores, famílias e profissionais que acompanham a criança. É na rotina da sala de aula que aparecem perguntas concretas sobre como participar de uma atividade, entender uma instrução ou pedir ajuda.
Conheça as 12 palestras da programação do palco principal e as reflexões que esses temas despertam para o trabalho da Clínica Atos.
1. PEI e estratégias escolares: como apoiar o professor frente à demanda crescente da educação inclusiva
Patrícia Bastos, gestora escolar.
O Plano Educacional Individualizado, ou PEI, pode ajudar a equipe escolar a transformar necessidades de apoio em combinados claros. Uma meta ganha sentido quando o professor consegue relacioná-la ao cotidiano: em qual atividade o estudante encontra uma barreira, que apoio cabe na sala de aula e como acompanhar se ele está conseguindo participar?
O professor conhece a dinâmica da turma, a família conhece a rotina da criança e os profissionais podem contribuir com suas observações. Colocar essas perspectivas na mesma conversa ajuda a escolher prioridades possíveis. Uma instrução com apoio visual ou mais tempo para responder, por exemplo, pode ser discutida e revista a partir do que funciona para aquele aluno.
2. Direito e autismo: o que todo profissional precisa saber?
Dra. Vanessa Fioreze, advogada especialista em direito da saúde.
Na vida das famílias, as dúvidas sobre direitos costumam aparecer em situações concretas: uma conversa sobre apoios na escola, um pedido de documento ou a busca pelo canal correto de atendimento. Para o profissional, faz diferença saber explicar a finalidade de um relatório, registrar as informações com clareza e orientar a família a buscar a fonte adequada para a sua dúvida.
O tema aproxima direitos e prática. Uma informação compreensível ajuda as pessoas a participar das decisões que as afetam. O site da Atos também reúne materiais de consulta para as famílias. Conheça o Guia de Direitos da Atos.
3. Transições neuroendócrinas no cérebro feminino
Dr. André Vinicius, ginecologista.
O tema amplia o olhar para a saúde da mulher em diferentes fases da vida. Puberdade, gestação, pós-parto e transição para a menopausa são contextos que podem trazer perguntas sobre o corpo, o sono, o humor e a rotina. Uma boa conversa clínica abre espaço para a pessoa descrever quando percebeu as mudanças e como elas a afetam.
Na perspectiva da Atos, essa pauta reforça o valor do diálogo entre especialidades. A história de saúde, o momento de vida e as demandas trazidas pela própria pessoa ajudam a orientar o que merece ser investigado.
4. Diagnóstico precoce, escalas diagnósticas e NDBIs
Dr. Thiago Castro, médico pediatra.
O tema reúne etapas que cumprem funções diferentes. Quando surgem dúvidas sobre o desenvolvimento, a avaliação ajuda a entender o que está acontecendo e quais apoios podem ser úteis. Escalas organizam informações e observações. Na avaliação do autismo, a diretriz do NICE orienta que o profissional considere também a história do desenvolvimento, a observação clínica e o que acontece em diferentes ambientes. Consulte a diretriz do NICE.
NDBIs são intervenções naturalistas que combinam princípios do desenvolvimento e do comportamento. O tema convida a pensar em objetivos que façam sentido durante brincadeiras, interações e atividades da vida cotidiana. A pergunta que fica para a equipe é quais habilidades podem ampliar a participação daquela criança e em quais contextos vale trabalhá-las.
5. Saúde mental e vida corrida
Dra. Ana Beatriz, médica psiquiatra.
Entre trabalho, compromissos, escola e deslocamentos, pode ser difícil encontrar tempo para conversar sobre como a família está vivendo a rotina. Essa pauta leva a uma pergunta útil no atendimento: o que está pesando mais neste momento e que apoio faria diferença de verdade?
Quando a equipe entende o que cabe na rotina de quem cuida, fica mais fácil combinar prioridades. Às vezes, a primeira conversa é sobre dividir uma tarefa, ajustar um horário ou encontrar espaço para falar de algo que vinha sendo deixado para depois.
6. Habilidades sociais na criança autista maior
Evelin Reinisch, psicóloga.
Conforme a criança cresce, surgem situações sociais novas: participar de um trabalho em grupo, entrar numa brincadeira, lidar com um desentendimento ou dizer que precisa de uma pausa. A reflexão é escolher objetivos com valor para a criança e considerar como colegas e adultos podem tornar essas situações mais acessíveis.
Na prática, é possível discutir com a criança quais encontros ela quer aproveitar e quais apoios a ajudam a fazer isso com segurança e conforto. Pertencer também envolve ter suas preferências, seu jeito de se comunicar e seus limites respeitados.
7. Gestão que cuida: como processos, organização e sustentabilidade impactam o cuidado ao paciente
Dra. Rinara Grossi, médica pediatra.
Uma família percebe a organização da clínica quando sabe a quem recorrer, recebe orientações claras e entende os próximos passos. Nos bastidores, isso depende de responsabilidades bem definidas, comunicação entre profissionais e tempo para acompanhar o que foi combinado.
Para a direção da Atos, a gestão faz parte do cuidado porque dá condições para que ele tenha continuidade. A reflexão vale para decisões bem concretas, como organizar uma devolutiva, planejar a agenda de forma sustentável ou tornar mais claro o caminho entre o primeiro contato e o acompanhamento.
8. Será mesmo autismo? Diagnóstico diferencial: genética e comportamental
Dr. Flawber Cruz, médico pediatra com atuação em neurologia pediátrica.
O diagnóstico diferencial é o processo de investigar explicações possíveis para o que se observa e identificar condições que possam coexistir. A história da pessoa, as informações da família e da escola e o exame clínico ajudam a orientar as perguntas e a decidir se outros encaminhamentos fazem sentido.
Para as famílias, uma boa devolutiva ajuda a entender o que a avaliação esclareceu, o que ainda precisa ser acompanhado e quais necessidades já podem receber atenção. O resultado ganha valor quando ajuda a organizar os próximos passos.
9. Manejo de crise no TEA
Cláudio Sarilho, psicólogo.
O tema põe em foco o que a equipe pode compreender antes, durante e depois de uma situação de crise. Conhecer as formas de comunicação da pessoa, observar o contexto e conversar sobre situações que aumentam a sobrecarga ajuda a construir um plano de apoio individualizado.
Na Atos, a capacitação da equipe em manejo de crises integra esse cuidado. A conversa com a família ajuda a identificar sinais que ela já conhece, preferências da pessoa e combinados que precisam estar claros para os profissionais. Segurança, dignidade e prevenção orientam esse planejamento.
10. Saúde da mulher autista: desafios físicos, sexuais, metabólicos, emocionais e diagnóstico tardio
Dra. Isabela Chapieski, médica ginecologista.
A programação trouxe a experiência de mulheres autistas para o centro da conversa, desde o acesso ao atendimento até as perguntas que podem surgir quando o diagnóstico chega na vida adulta. Uma consulta acessível começa com espaço para a pessoa explicar suas necessidades e participar das decisões sobre a própria saúde.
Na prática, isso pode significar explicar como será um exame, perguntar sobre desconfortos sensoriais e combinar uma forma de comunicação que funcione para a paciente. A história de cada mulher orienta a conversa sobre saúde física, sexual e emocional.
11. A melhor versão ainda está por vir
Matheus Castro, empresário, educador e palestrante.
Na reta final da programação, esse título convida a pensar no que fazemos depois de um congresso. Uma ideia pode virar uma pergunta em reunião de equipe, uma conversa com a escola ou a revisão de um processo que vinha dificultando a vida das famílias.
Para a Atos, crescer também é abrir espaço para ouvir o que já funciona, reconhecer o que precisa melhorar e escolher um próximo passo que a equipe consiga acompanhar.
12. No Espectro ninguém sai igual
Dr. Thiago Castro, médico pediatra.
O título previsto para o encerramento permite uma pergunta que fica depois dos três dias: o que vamos passar a observar ou perguntar com mais atenção? Para a Atos, uma resposta está na escola. Queremos levar essa pauta para a equipe e ampliar o diálogo com quem acompanha a criança em sala de aula, especialmente sobre participação, comunicação e apoios que fazem diferença no cotidiano.
A participação de Willian e Sarah no Congresso Espectro 2026 termina com temas para aprofundar e conversas para continuar em Hortolândia. Relembre também as discussões sobre aprendizagem, comunicação e acolhimento às famílias. Leia a matéria sobre o segundo dia do congresso.
Fontes e informações editoriais
Matéria institucional de 7 de novembro de 2026. Os títulos e nomes seguem a programação do palco principal. Os comentários apresentam reflexões da Clínica Atos a partir dos temas. Referências consultadas em 7 de novembro de 2026:
- NICE — reconhecimento, encaminhamento e diagnóstico de autismo em menores de 19 anos
- NICE — apoio e acompanhamento de crianças e adolescentes autistas
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